Força da água e chuvas constantes trazem prejuízos e preocupam moradores e comerciantes.

Maré alta destrói parte do calçadão da orla de Marudá, em Marapanim A força da água e as chuvas constantes trazem prejuízos e preocupam moradores e comerciantes de Marapanim, no nordeste do Pará.

As praias de Marudá e Crispim tiveram cinco dias de maré alta.

Paredes foram derrubadas e portas, janelas e estruturas de madeira foram arrancadas pela força da maré.

Uma rua de acesso à praia desapareceu e postes da rede elétrica tombaram. Na orla da praia de Crispim foram usados concreto, barricadas de madeira e sacos de areia, mas não contiveram a força da maré.

A preocupação no local é com outros dois períodos de maré alta, em março e abril deste ano.

Cerca de cem famílias vivem na praia.

Segundo a Defesa Civil, nos últimos dez anos um canal que corta a frente da praia avançou cerca de 300 metros, em direção à vila e está próximo às casas e pousadas. "Observamos o avanço do mar considerando alto risco para a população e a tensão está voltada para a comunidade de Crispim.

Não vamos fazer só com o município um remanejamento desse, a gente precisa de outros órgãos competentes e verificar a possibilidade para que não venha causar o caos no município", afirmou a agente da Defesa Civil Municipal, Heloísa Bentes.

A Prefeitura de Marapanim disse que monitora a situação há quatro anos e que já pediu ajuda aos governos estadual e federal, mas ainda não obteve respostas.

"O Estado tem se manifestado dentro das condições e a União também, mas isso é um fenômeno natural influenciado pelo derretimento de geleiras, fazendo o mar aumentar a cada ano.

A pressão vem de frente para a praia de Crispim e isso remove nossas linhas de canais", explicou o prefeito Ronaldo Trindade. A Equatorial Energia informou, em nota, que trabalha para recuperar postes danificados na região e que não há clientes sem energia na praia do Crispim.