Crime ocorreu em outubro de 2018 e Bruno Cesar Bueno Bernava foi condenado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

Ele já estava preso e pode recorrer da setença.

Relacionamento de Kátia Ferreira com Bruno Bernava durou dois meses Reprodução / Redes Sociais O júri popular em Americana (SP) condenou Bruno Cesar Bueno Bernava a 31 anos de prisão em regime inicial fechado, na tarde desta terça-feira (18), por ter estrangulado e matado a ex-namorada Kátia Keiko Picioli Ferreira, em outubro de 2018.

O réu foi condenado por feminicídio, ocultação de cadáver, e três fatos foram considerados para determinação da quantidade de pena: motivo torpe, recurso que dificultou defesa da vítima e emprego de asfixia.

Cabe recurso contra a sentença. Bernava já cumpria prisão preventiva antes da decisão.

À época do crime, o corpo da mulher de 40 anos foi encontrado em um canavial no limite do município com Nova Odessa (SP); enquanto que o acusado foi preso em Tupi Paulista (SP), onde tem parentes, e confessou o crime, segundo a Polícia Civil.

O juiz Wendell Lopes Barbosa de Souza ressaltou na sentença que a vítima deixou três filhos.

Além disso, aplicou uma multa para o acusado. "Por conta da ação do acusado, a vítima deixou nada menos que três filhos menores completamente desamparados do cuidado materno, sendo imensuráveis as consequências [...] Pelo depoimento do irmão da vítima prestado em plenário se pode perceber a desgraça que a família viveu e vive até hoje desde a precoce morte da família", diz trecho. Em outro momento, o magistrado destaca que Bernava, então com 29 anos, cometeu o assassinato "transtornado pelo uso desmedido de cocaína misturada com anabolizantes, tudo regado a muita bebida alcoólica".

Durante o processo, lembra o juiz, o homem tentou se defender ao atribuir a conduta a uma suposta traição e negou intenção de matar a ex-namorada. De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, Luís Carlos Gazarini, a mulher havia terminado o relacionamento de dois meses que tinha com o suspeito antes do assassinato.

O G1 tentou contato por telefone com a defesa do réu, mas não houve retorno até esta publicação. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.