Russos advertiram a Turquia que o governo sírio é legítimo e que uma ação militar 'seria, sem dúvida, o pior cenário'.

Um comboio militar turco na Síria, em 2 de fevereiro de 2020 Aaref Watad / AFP O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou nesta quarta-feira (19) uma ofensiva militar de forma "iminente" em Idlib, noroeste da Síria, região onde as forças de Ancara e de Damasco se enfrentaram nas últimas semanas, mas a Rússia lançou uma advertência contra estas pretensões. Exército sírio consolida controle de região que era dominada por insurgentes Pai cria brincadeira para distrair filha de 3 anos durante bombardeios na Síria "A operação em Idlib é iminente", disse Erdogan em um discurso no Parlamento.

"Estamos na contagem regressiva, são as últimas advertências", insistiu. Mapa mostra onde fica Idlib, na Síria G1 De Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, advertiu Erdogan de que "se trata de uma operação contra o poder legítimo da República síria e das Forças Armadas da República síria, o que seria, sem dúvida, o pior cenário". Estas ameaças acontecem no momento em que as conversas entre Ancara e Moscou, que apoia o governo Bashar al-Assad, não conseguiram reduzir as tensões na região de Idlib. "Infelizmente, nem as conversas realizadas no nosso país e na Rússia, nem as negociações sobre o terreno nos permitiram chegar ao resultado que desejamos", condenou Erdogan. "Estamos muito longe do ponto que queremos alcançar, é um fato.

Mas as conversas (com os russos) continuarão", acrescentou. Mais de 900 mil pessoas fogem de Aleppo, na Síria, após Exército retomar a província Apoiadas pela aviação russa, as forças de Damasco realizam nas últimas semanas um duplo ataque para recuperar este último bastião rebelde e jihadista, uma ofensiva que provocou o êxodo de mais de 900 mil civis que fugiam dos combates. Em guerra desde 2011, o país nunca havia experimentado um êxodo desses em um período de tempo tão curto. No total, o conflito sírio levou milhões de pessoas ao exílio e deixou mais de 380 mil mortos. No início de fevereiro, as tensões aumentaram de várias maneiras quando os soldados turcos estacionados em Idlib no âmbito de um acordo entre Ancara e Moscou morreram em bombardeios sírios. Desde então, Ancara pediu a retirada das forças do governo sírio ao leste de uma estrada estratégica.

Além disso, o avanço das forças de Damasco cercaram várias posições turcas em Idlib. Em paralelo às advertências, a Turquia vem mobilizando há vários dias importantes reforços militares na região de Idlib. "Fizemos todos os nossos preparativos para poder aplicar nossos próprios planos", declarou Erdogan na quarta-feira. "Estamos decididos a fazer de Idlib uma região segura para a Turquia e para a população local, a qualquer preço", acrescentou. Pai cria brincadeira pra ajudar filha a se adaptar aos bombardeios da guerra da Síria