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Várzea Alegre: Faleceu neste sábado, aos 89 anos, o comerciante varzealegrense Nego de Aninha

Por NONATO ALVES | 30 de junho de 2018 | 12:46

Nego de Aninha e sua neta/filha Nara Denyse | Foto: Reprodução/Internet

Faleceu neste sábado (30) aos 89 anos, Francisco Gregório da Costa ou Nego de Aninha, como era mais conhecido. Tradicional comerciante de Várzea Alegre, ele estava doente há cerca de quinze dias e seu estado de saúde piorou gradativamente.

De acordo com familiares, nesta sexta-feira, Nego de Aninha foi levado para realizar exames para tentar se chegar a um diagnóstico, mas ele passou mal, sendo transferido para o Hospital Regional do Cariri, falecendo neste sábado.

O corpo de Nego de Aninha será velado na sua residência à Rua Dr Leandro Correia, 273. O horário do sepultamento será divulgado posteriormente.

Nego de Aninha era casado com Maria Dulce da Costa com quem constituiu família de seis filhos. Ele sempre trabalhou no ramo de bar, durante muitos anos atendeu na antiga Rua Major Joaquim Alves e depois na Rua Figueiredo Correia. Atualmente estava afastado das atividades.

Ficou conhecido pelo bom humor e pelo jeito cativante com que tratava a todos, entrando para o folclore de personalidades pitorescas varzealegrenses pelos casos engraçados envolvendo seu bar e sua clientela, até hoje contados pelos seus contemporâneos.

O BAR DE NEGO DE ANINHA (Retirado do Blog Pedra de Clarianã)

Atualmente, o tradicional bar varzealegrense de propriedade de Francisco Gregório da Costa, popular Nego de Aninha, funciona na animada Rua do Figueiredo. Ali,  com seus oitenta e dois anos de idade, o dono recebe todos com a mesma disposição, simpatia e elegância. Mas,  por algumas décadas, o bar acolheu seus clientes na Rua Major Joaquim Alves, onde hoje funciona a loja Júnior Calçados.

Certa noite, no final da década de sessenta, Nego, cansado e com uma forte ressaca, decidiu fechar o seu estabelecimento mais cedo. Porém, quando encostava a última porta, ali chegou um dos seus mais especiais frequentadores, o empresário Luiz Proto de Morais, proprietário do prédio. Com o inesperado surgimento do senhorio, Nego cuidou logo de reabrir o bar.

Já sentado a mesa e tomando sua cerveja, o boêmio Luiz Proto passou a contar uma longa história sobre um estranho cavalo branco. Observando que Nego cochilava, o empresário disse:

– O que achou da história do cavalo branco?

– Eu num entendi essa história não, mas peraí que vousabê direitin…

Nego se levantou e  foi até a prateleira do bar, trazendo para mesa uma garrafa de cachaça. A partir de então a conversa fluiu com mais interação e o dono do bar se manteve atento a todas as histórias contadas por Luiz Proto.

Já perto das cinco da manhã, os dois amigos, bêbados, conversavam alto e gargalhavam. A algazarra chamava a atenção das beatas que passavam pela rua caminhando em direção a igreja de São Raimundo, onde os sinos tocavam e padre Otávio já se preparava para a primeira missa do dia.

Colaboração: Francisco Bezerra da Costa(Nego de Aninha)





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