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Várzea Alegre: Problemas do sistema prisional foram debatidos em fórum nesta quinta-feira

Por NONATO ALVES | 13 de abril de 2018 | 16:20

As questões que envolvem o cárcere de pessoas foi debatido na noite desta quinta-feira (12) no auditório da Escola Dr Pedro Sátiro em Várzea Alegre. O tema “Desmistificando o Sistema Prisional” foi promovido pelo Conselho da Comunidade com apoio do Poder Judiciário e Ministério Público do Ceará. Participaram autoridades estaduais e locais, entre eles, o juiz Ronald Neves, o promotor de Justiça Thiago Camilo, agentes penitenciários e estudantes.

O nigeriano Cornéllius Okwdili Ezeokeke, autor de obras literárias relacionadas ao tema, falou sobre sua história de vida, de quando decidiu viajar para o Brasil em busca de uma suposta oferta de emprego e acabou virando uma “mula do tráfico”, transportando drogas para traficantes, sendo preso e condenado.

O nigeriano Cornéllius Okwdili Ezeokeke, autor de obras literárias relacionadas ao tema, falou sobre sua história de vida | Imagem: Augusto César

Na prisão estudou, aprendeu a língua portuguesa e após cumprir sua pena, tornou-se servidor público da Secretaria de Justiça do Estado. Prova viva de que presos podem ser ressocializados.

Pontos do sistema prisional, como problemas nas penitenciárias, crise na segurança pública e avanços no bem-estar da população carcerária foram abordados. Para a advogada e vice-presidente do Conselho da Comunidade, Tayane Gomes, o fórum abre a oportunidade da comunidade conversar com as autoridades e debater o papel de cada um e suas responsabilidades na ressocialização dos internos.

Samara da Costa Silva, assistente social, defende que portas para o mercado de trabalho para ex-detentos seria uma oportunidade de ressocializá-los e acabar com a reincidência no mundo crime.

Na opinião do juiz Ronald Neves, é necessário debater formas de tentar solucionar os problemas, discutir soluções que evitem a reincidência, um dos grandes fatores para o aumento da criminalidade. Como sugestão, Neves comentou que o governo do estado poderia fazer parcerias com empresas para buscar a reinserção dos apenados e também proporcionar-lhes educação, já que muitos não sabem ler e nem escrever.

Imagem: Augusto César

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